segunda-feira, 12 de maio de 2014

um pensamento divino

diferentes curvas formavam peças de encaixe
ouviam-se rumores sobre amor
ouviam-se rumores sobre fé

banhados pelo pecado da carne e do entorpecente
mergulharam na fé em Deus
entre pequenos ruídos,
Deus ouvia os corações fieis

após horas, dias, anos de pecado mortal de amor,
deus se convenceu,
o amor é apenas amor e
deus é amor

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Estrada de tijolos amarelos?

        Geralmente existem várias opções. Dessa vez, contarei a história de uma menina que caminhava por uma estrada e apenas um caminho via.
        Então... Era uma vez uma menina que caminhava por uma estrada e apenas um caminho via.
        Essa menina, cujo nome não tive  a  oportunidade de ter conhecimento, era baixa, com cabelos escuros, ondulados, sedosos, ao meu gosto, vestia-se bem, vestido na altura dos joelhos, floral, é importante evidenciar, com uma sandalinha verde, que por vezes se confundia com a paisagem que a cercava.
        A julguei de longe, parecia jovem e cheia de vida, como de praxe, seu sorriso me enganou, assim que olhei seus olhos, entendi. Aquela jovem moça bonita possuía os olhos cansados, e mesmo com seus grandes cílios, não era possível disfarçar sua tristeza. Ao me assustar com seus olhos tristes, observei seus passos cansados, suas costas envergadas, e sua respiração? No mínimo, angustiante.
       Não satisfeita, quis observa-la mais. Percebi que sua envergadura era a resposta para ela que parecia sofrer de ansiedade, ela necessitava envergar o corpo para frente, com a necessidade de seus olhos enxergarem o que estava lá na frente, com mais rapidez que seus passos, que por sinal, ela ainda não tinha percebido, mas seus passos, só ficavam atrás.
       Ela caminhou por tanto tempo envergada que começou a ficar feia, as flores de seu vestido secaram, sua sandalinha verde, agora gasta, se tornara marrom, seus cabelos negros empalideceram, seus cachos, antes, tão bem definidos agora racham, e se perdem na bagunça de si. 
       Ela sofreu. 
       Cada vez mais ela se envergava, dado um ponto em que ficar ereta, foi impossível. O sorriso falso, que outrora ela conseguia disfarçar, não estava mais ali, seus belos cílios, se perderam quando passou algum vento.
       Me perguntei por tanto tempo, por que não gritei para ela? Por que não disse que aquela ansiedade, aquela envergadura, a mataria? E pensei, “não posso gritar, apenas não posso, estamos sempre sós”.

       Essa história, não tem final feliz, essa história não é sobre amor. Eu só queria contar a história de uma menina que caminhava por uma estrada e apenas um caminho via, e ela, de tanto andar envergada, tombou para frente, deixando os passos para trás, e nunca mais levantou.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Personalidades "portonífecas"

Os portões são contraditórios
Parecem dizer uma coisa, mas dizem outra.

Portões representam seus moradores, mesmo que toda regra tenha uma exceção.
Parecem dizer uma coisa, mas dizem outra.
Mas é sempre bom lembrar,
Toda regra tem uma exceção.

Quase não se vê portões estáveis, em sua totalidade.
Digo, todo reto, sem detalhes, além do mais, ninguém é tão estável a ponto de ter um portão estável.
Todos portões são instáveis como as pessoas protegidas por esses portões.

Quanto aos detalhes do portões, não se pode esquecer que ele pode ter aberturas ou não.
Por exemplo, os portões que são todo cobertos, aqueles que não se pode ver nada da casa, é bem provável que as pessoas por trás daqueles portões não queiram mostrar suas imperfeições, mas não significa que não queiram saber todas as imperfeições dos portões alheios.

Já os portões metade vestidos e metade desnudos, representam em sua maioria pessoas que dizem não se importar em serem vistos, no entanto, são "caras de pau" por fazerem de tudo para "xeretar" a vida dos vizinhos.

Os portões completamente desnudos não se importam com o portão do vizinho, porque são egoístas demais para achar algo de alguém do lado. Por exemplo, esses são aqueles vizinhos que nunca te cumprimentam pois acham que seu portão "pelado" já mostra demais da vida dele, nem é necessário cumprimentar.

E por fim, aqueles portões que tem apenas uma tirinha desnuda, esse significa que não se importa com a vida do vizinho, mas gosta de ter uma visão do lado de fora. O que não significa que esse portão não se importe de mostrar sua vida, isso já depende de onde a faixa desnuda se estabelece.
Embaixo? No centro do portão? Em cima?
Mas esse já é um assusto para um outro texto, o importante mesmo é não esquecer que "toda regra tem uma exceção".



(16-Novembro-2013)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Estradas esquecidas

Como explicar que as palavras ficam na boca, na cabeça, atrás, no que foi?
Como explicar que pessoas do passado, não sejam tão importantes?
Desculpem, me recolho no egoísmo, porque ja fui amante.
Talvez não justifique, mas vejo apenas reflexos secundários dos outros no espelho.
Eles estão atrás.
Esqueci de pagar minhas dívidas com os outros.
Não sei mais o que pensei, o que penso é o agora.
Desculpem, sou de fase, meus amigos!
Você e eu incentivamos a distância do que, apenas, foi.
Desculpem meus ex-amigos, não sinto falta de vocês, não sinto suas ausências.
Me sinto feliz pelo "novo" de novo.
Sou uma eterna fã dos "adeus" que foram e dos "oi's" que dou.
Clamo, não me chamem de fria, gelada, congelada, sou tão quente que acolho o presente.
Eu acolhi o calor de longe, eu acolhi o calor dos outros de longe.


obs: Esse não é um texto triste, é um texto de mudança, "toda mudança não vem sem dor"(ENSINO MÉDIO, Professor; 2010; 3º Ano)

domingo, 22 de setembro de 2013

transitando

Estou congestionada,
Lotada de passageiros, que são passageiras memórias.
Congestionamento de dores que não estão no peito.
Desceram, como que para o intestino, para dizer que estão presos.

Estou congestionada,
Lotada de amor, que é levado pelo vento, das janelas de minhas orelhas.
Congestionada de marcas, que não estão na pele.
Estão ao avesso, na carne mais interna de um corpo abatido pelo pouco tempo de vida.

Estou congestionada,
Lotada de passageiros diferentes,
Peço para que eles desçam.
"Dores saiam daqui!" - É o que grito internamente.
Ouço eles responderes, do silêncio, de minha mente- "Nós estamos descendo, mas outros passageiros subirão."

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"Quem é ela que nos espera na janela" II

Inicio esse texto pedindo permissão a Bianca Alencar para o uso do título. E acrescento a explicação do porquê estou repetindo esse título, não por falta de criatividade o suficiente, mas sim porque o título cabe bem as descrições a seguir.


Você comemora seu aniversário, não porque você nasceu nesse dia, mas porque é o dia de lembrar da noite e dos abraços.
Hoje não será apenas seu aniversário, é  aniversário da noite, dos apertos de braços e corpos, das escapulidas para brincar, rir, beber, beijar.
É tanta informação, mas vou começar pela primeira.
Possuída pela arte de abraçar, você é daquelas que de longe sinto um acolher do corpo através do olhar, não mais misterioso, apenas evidente.
Abraço, acho que resumi todo o sentimento que tenho por você.
Boa em descrever, escrever, correr.
Desse jeito meio torpe te encontro em todas as janelas que passo pela noite.
Identifico as casas como se dessas janelas eu fosse te ver, pular, com o pé desproporcional ao tamanho de seu corpo, você não perde o equilíbrio ao pular.
Seu equilíbrio está perdido em algum medo(nós sabemos de que), medo esse que tento suprir com meus braços desajeitados e palavras desconexas, sem sentido, mas com afeto.
A noite, não importa a fase da a lua, jamais influencia sua fase. A moça da noite, a moça da lua, a moça da janela.
Perdida e achada nas dobradiças de aço de sua alma. Suas palavras se perdem no meu raciocínio, no seu raciocínio, suas palavras me confundem, suas palavras te confundem, você transmite sua dor, eu aceito sua dor, confusão, seu amor reprimido.

Você é tanto, que hoje não é o seu aniversário. Hoje é o aniversário do abraço,  da noite, meu aniversário.
Meu aniversário, e falo isso de forma egoísta, pois você me presenteia com sua visão todos os dias, mesmo que apenas em minha memória, e com a ansiedade de me perguntar quanto tempo irá durar nosso abraço mais longo.
Abraços que se estendem, o que antes durava um segundo, hoje poderíamos prolongar nosso abraço por semanas.
Nosso abraço, o seu abraço é físico e psicológico.
Você não para de me abraçar quando nossos corpos se separam.
Me abraças em seus textos, em seus sorrisos, você me abraça com os seus abraços.
Me torno ser da noite com você, me torno um vampiro em transição por você.
No seu aniversário, me leve com você à uma janela, a lua, ao interior do rio que você está sentada à margem.
Serei sua companhia no momento dos segredos, das dores e dos sorrisos.
Você que espera na janela o momento em que a porta vai se abrir para não precisar mais pular, apenas caminhar.
Eu estarei te esperando.


Parabéns minha amiga.

ps: Sim, seu presente veio adiantado, senti vontade.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Determinam

Eu me enganei.
Apesar dos discursos do politicamente correto, eu me enganei.
Ouvi músicas no passado que pareciam determinar quem eu era.
Li livros que determinavam meus pensamentos.
Quase sempre a "satisfação" era uma palavra que fazia sentido em minha boca.
Eu me enganei.
Hoje não acho minha letra mais bonita ao escrever à lápis.
Não me satisfaço com músicas de bar.
Eu fiquei na lembrança de muitos, muitos ficaram em minha lembrança.
Sou boa em contar histórias.
Sou boa em "a-DEUSES".
Os livros que leio determinam meus pensamentos.
As dores de cabeça são por causa da música alta, que antes era tão baixa.
Eu me enganei.
Não amei todos, mas não deixei de amar ninguém.
Meus passos não são mais ao acaso, agora caminho como a humanidade.
"A passos de formiga e sem vontade(...)"
Agora estou decidida.
Esquecer todos no que foi o-passado.
Pessoas amadas (e mal-amadas), todos os livros lidos e (rabiscados) todas as músicas ouvidas(e mal sentidas).
Eu me enganei.
                      Continuo enganada.
                                                     Por favor, que eu sempre me engane.