terça-feira, 30 de julho de 2013

Determinam

Eu me enganei.
Apesar dos discursos do politicamente correto, eu me enganei.
Ouvi músicas no passado que pareciam determinar quem eu era.
Li livros que determinavam meus pensamentos.
Quase sempre a "satisfação" era uma palavra que fazia sentido em minha boca.
Eu me enganei.
Hoje não acho minha letra mais bonita ao escrever à lápis.
Não me satisfaço com músicas de bar.
Eu fiquei na lembrança de muitos, muitos ficaram em minha lembrança.
Sou boa em contar histórias.
Sou boa em "a-DEUSES".
Os livros que leio determinam meus pensamentos.
As dores de cabeça são por causa da música alta, que antes era tão baixa.
Eu me enganei.
Não amei todos, mas não deixei de amar ninguém.
Meus passos não são mais ao acaso, agora caminho como a humanidade.
"A passos de formiga e sem vontade(...)"
Agora estou decidida.
Esquecer todos no que foi o-passado.
Pessoas amadas (e mal-amadas), todos os livros lidos e (rabiscados) todas as músicas ouvidas(e mal sentidas).
Eu me enganei.
                      Continuo enganada.
                                                     Por favor, que eu sempre me engane.

domingo, 14 de julho de 2013

Gerações

Outro silêncio.
Torturante.
Não tem nada no mundo mais irritante que o silêncio.
Não vem com esse papo de adivinha, de que o olhar diz tudo,
Que os gestos valem mais que mil palavras.
Nada paga uma palavra bem dita,
Nada pode ser trocado por uma frase de efeito.

Até nas brigas, de que vale o silêncio se sua dor vai te consumir?
Se fala, se responde, para não ser consumido por uma dor pequena que o peito insisti em aumentar de forma exacerbada.
Preferível falar, gritar, explodir, xingar a ter que calar.

Dizem que parece atitude de adolescente,
O adolescente não cala?
O adolescente defende a finco seus pontos de vista?
Um adolescente qualquer faz isso?
Então sejamos adolescentes justos.
Nos irritemos com o injusto.
Nos apeguemos aos maltratos.
Nos apeguemos a palavras bem ditas.

Somos fáceis de lidar, mas vocês são bons demais para ouvir.
Não é mais a boca que fala ou grita,
É o que vocês querem que nos consome,
O silêncio, o olhar, os gestos, os cabelos nada sedosos por preguiça.
Não se pode falar, 
Nosso corpo responde, em silêncio,
Mesmo assim,
Não ouvem.
São surdos                               DE ALMA.