domingo, 22 de setembro de 2013

transitando

Estou congestionada,
Lotada de passageiros, que são passageiras memórias.
Congestionamento de dores que não estão no peito.
Desceram, como que para o intestino, para dizer que estão presos.

Estou congestionada,
Lotada de amor, que é levado pelo vento, das janelas de minhas orelhas.
Congestionada de marcas, que não estão na pele.
Estão ao avesso, na carne mais interna de um corpo abatido pelo pouco tempo de vida.

Estou congestionada,
Lotada de passageiros diferentes,
Peço para que eles desçam.
"Dores saiam daqui!" - É o que grito internamente.
Ouço eles responderes, do silêncio, de minha mente- "Nós estamos descendo, mas outros passageiros subirão."

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